Pr. Dalmo Almeida

Pr. Dalmo Almeida
Servo do Senhor Jesus

sábado, 8 de fevereiro de 2014

EBD - 9/02/2014



Lição 6
9 de Fevereiro de 2014

A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai

"Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos"
(1 Co 10.11).

VERDADE PRÁTICA
Os erros e pecados de Israel servem-nos de alerta para que não venhamos a cometer os mesmos enganos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 19.1-6; Números 11.1-3

INTERAÇÃO
Deus libertou Israel da escravidão. Livre, o povo de Deus iniciou a sua jornada rumo à Terra Prometida. O percurso escolhido pelo Senhor não foi o mais fácil, porém, com certeza foi o melhor para os israelitas naquela ocasião, pois eles não estavam preparados para enfrentar o inimigo. Deus é fiel e sempre cuidou com zelo do seu povo, todavia, os israelitas a cada dificuldade sempre murmuravam contra o Senhor. Nesta lição, veremos a chegada do povo de Deus ao deserto de Sur, sua passagem por Mara e Elim até a chegada ao Sinai. O povo precisava ser lapidado e o deserto foi uma escola para os israelitas. Os hebreus tropeçaram muitas vezes até chegarem a Canaã, contudo Deus nunca os abandonou. O Senhor é fiel!

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        Analisar a peregrinação de Israel pelo deserto.
·        Saber como foi a chegada e a permanência no monte Sinai.
·        Conscientizar-se de que a idolatria é pecado.

INTRODUÇÃO

Nas lições anteriores, vimos que a expressão "ouve filho meu" soa como um Há muitos crentes que fazem a seguinte indagação: "Por que estudar as lições do Antigo Testamento, sendo nós cristãos da Nova Aliança?" A resposta a esta pergunta se encontra na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 10, versículos 1 a 12. Os fatos do Antigo Testamento são  como figuras (1 Co 10.6,11), nos  alertando para que não venhamos a cometer os mesmos erros que o povo de Deus cometeu no passado. Então, estude com afinco cada lição deste trimestre e jamais siga os caminhos da desobediência, rebeldia e idolatria trilhados por Israel no deserto.
Na lição de hoje, estudaremos a caminhada do povo de Deus até o Sinai. Veremos como Deus guiou e sustentou seu povo que foi infiel, murmurador e idólatra. O Senhor permaneceu fiel e cuidando dos israelitas.

I. - ISRAEL PEREGRINA PELO DESERTO

1. Israel chega a Mara (Êx 15.23). O povo de Deus estava finalmente livre dos egípcios e começava sua caminhada pelo deserto a caminho de Canaã. Depois da travessia do Mar Vermelho os israelitas foram conduzidos por Moisés até o deserto de Sur. Eles andaram três dias pelo deserto e as águas que encontraram em Mara eram impróprias para beber. Descontente, o povo começou a murmurar contra Moisés. Na verdade eles não estavam reclamando de Moisés, mas de Deus (Êx 16.7,8). Muitos podem pensar que estão reclamando do seu líder, mas na verdade estão reclamando contra aquEle que delegou autoridade ao líder: Deus. A murmuração é uma característica negativa daqueles que não confiam no Senhor. Moisés confiava na providência do Pai. Então ele orou e Deus lhe mostrou um lenho. Moisés jogou o lenho nas águas e elas se tornaram boas para o consumo. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, "assim como Deus curou as águas amargas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhes as necessidades físicas e, mais importante que tudo, curando o povo de sua natureza corrompida".
Israel era uma massa de gente briguenta e sem fé que precisava ser lapidada pelo Senhor para que se transformasse em uma nação santa. A lapidação veio com as provações rumo ao monte Sinai.
2. Rumo ao Sinai (Êx 16.1). Depois de Mara os israelitas foram para Elim e em seguida para o deserto de Sim, que ficava entre Elim e Sinai (Êx 19.1,2). Esse é um lugar inóspito, repleto de areia e pedra, porém um local perfeito para Deus tratar do seu povo. Diante das dificuldades o povo volta a murmurar e quer mais uma vez retornar ao Egito (Êx 16.2,3). Mas Deus é bom e misericordioso. Ele mais uma vez supriu as necessidades do seu povo. Talvez você esteja sendo também provado pelo Senhor. Este é um momento difícil, mas em vez de murmurar adore ao Senhor. Você, assim como Israel, verá o sobrenatural de Deus em sua vida. No deserto de Sim, Deus envia o maná ao seu povo. O maná não foi um fenômeno natural, como alguns cogitam. Foi uma provisão especial de Deus. Esta provisão apontava para Jesus, o Pão Vivo que desceu do céu (Jo 6.31-35). 
Deus sustentou seu povo através do deserto não somente com pão, mas também com carne e água. Em Refidim, Deus fez água jorrar da rocha (Êx 17.1-7). Ele é o nosso provedor (Sl 23.1). Tudo que temos vem do Senhor, por isso devemos ser gratos a Ele pela provisão. Depois de partir de Refidim, o povo, sob a orientação de Deus, caminhou até o monte Sinai, onde os israelitas receberam a lei do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

Os hebreus foram lapidados mediante as provações que tiveram que enfrentar no deserto.

II. - ISRAEL NO MONTE SINAI

1. O monte Sinai (Êx 19.2). Este é um lugar especial para todo o povo de Deus. Ali Deus revelou-se de modo especial a Moisés e a Israel e lhe entregou os Dez Mandamentos. Ali os israelitas tiveram a revelação da glória e da santidade do Todo-Poderoso. Tiveram também a revelação da sua natureza, da sua lei, da expiação do pecado, da vontade divina e do seu culto. Todo o livro de Levítico, que trata do ministério e do culto ao Senhor, teve o seu desenrolar no acampamento do Sinai, ao pé do monte.
A distância do Sinai a Canaã é de quase 500 quilômetros, e seria percorrida em um curto prazo pelos israelitas, mas infelizmente levou 38 anos. A demora decorreu como parte do julgamento divino dos pecados de incredulidade, murmuração, rebelião e desvio dos israelitas (Dt 2.14,15).
2. A permanência no Sinai. No Sinai, Israel permaneceu, conforme as determinações do Senhor a Moisés, cerca de onze meses. Durante sua permanência ali, Israel caiu no abominável pecado da idolatria do bezerro de ouro (Êx 32.1-8,25). Com a idolatria veio a obscenidade, a imoralidade e a prostituição. Este horrível pecado de Israel é mencionado várias vezes através da Bíblia, sempre de modo infamante como em 1 Coríntios 10.7: "Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar." Apesar de Israel ter falhado, o eterno propósito salvífico de Deus não falhou (Ef 3.11).

SINOPSE DO TÓPICO (2)

O monte Sinai é um lugar especial para todo o povo de Deus. Ali, Deus revelou-se de modo especial a Moisés e a Israel e lhes entregou os Dez Mandamentos.

III. - A IDOLATRIA DOS ISRAELITAS

1. O bezerro de ouro (Êx 32.2-6). Moisés e Josué subiram ao monte Sinai para se encontrar com o Senhor e receber dEle as tábuas da Lei. Ali eles ficaram muitos dias, e o povo, com pressa em saber notícias, começou mais uma vez a reclamar e a especular a causa da demora de Moisés e Josué. Não levou muito tempo para que uma grande confusão fosse formada. O povo, liderado por Arão, pecou deliberadamente contra o Senhor construindo um bezerro de ouro para ser adorado. Diversas passagens bíblicas relacionam o ídolo aos demônios, e o culto idólatra ao culto diabólico (Lv 17.7). Os ídolos sempre foram laços para o povo de Israel, a quem Deus elegeu como seu povo peculiar aqui na terra.
2. Cuidado com a idolatria. A Palavra de Deus em 1 João 5.21 nos adverte: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!". O crente deve estar vigilante contra a idolatria. Muitos pensam que idolatria é somente adorar a imagens de escultura. Todavia, um ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na vida humana. Alguma coisa tem ocupado o lugar do Senhor em seu coração? Peça a ajuda do Pai e livre-se imediatamente de toda idolatria. O apóstolo Paulo adverte a igreja de Corinto para não se envolver com a idolatria, como o povo de Israel no deserto (1 Co 10.14,19-21).
3. A idolatria no coração. O profeta Ezequiel adverte-nos sobre isso em 14.2-4,7 do seu livro. O primeiro mandamento do Eterno em Êxodo 20.3, ordena: "Não terás outros deuses diante de mim". Israel, antes de ser liberto e resgatado da escravidão do Egito, pecou contra o Senhor, adorando a falsos deuses (Is 24.2,15; Gn 35.2,4). Deus conhece o coração do homem e sabe da sua propensão à idolatria. Precisamos vigiar, pois somente Deus deve ser único dominador e rei em nosso coração.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Os israelitas, liderados por Arão, pecaram deliberadamente contra Deus ao fundirem o bezerro de ouro.

CONCLUSÃO

O Salmo 106 relata os tropeços de Israel a caminho de Canaã, e a sublime história da infinita misericórdia de Deus para com eles. Deus é fiel! Israel pecou e cometeu muitos erros, porém os planos do Senhor em relação a Israel e a toda humanidade não foram frustrados. Como crentes devemos repudiar toda forma de idolatria, entronizando a Deus como único Senhor em nossos corações e mentes.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO-I

"O povo murmurou contra Moisés.
A liderança é cara, porque a culpa pela adversidade recai nos líderes. Essas pessoas sabiam que Moisés era homem de Deus; por isso, o pecado também era contra Deus. Grandes experiências com Deus não curam necessariamente o coração mau e queixoso. A murmuração cessa apenas quando crucificamos o eu e entronizamos Cristo somente (Ef 4.31,32).
A única coisa que Moisés poderia fazer era clamar ao Senhor. Não há dúvida de que teria fornecido água potável em resposta à fé paciente de Israel, se tivessem permanecido firmes. O Senhor às vezes satisfaz nossos caprichos em detrimento da fé. Aqui, as águas se tornaram doces, quando Moisés lançou um lenho nelas, mas a fé de Israel continuou fraca. Desconhecemos método natural que explica este milagre.
Deus usou esta ocasião para ensinar uma lição a Israel, dando-lhes estatutos e uma ordenação. Se as pessoas ouvissem a Deus e obedecessem inteiramente à sua palavra, elas seriam curadas de todas as enfermidades que Deus tinha posto sobre o Egito. Assim como Deus curou as águas amargas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhe as necessidades físicas e, mais importante que tudo, curando o povo de sua natureza corrompida. Deus queria tirar o espírito de murmuração do meio do povo e lhe dar uma fé forte" (Comentário Bíblico Beacon. vol 1. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005, p. 175).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO-II

“Maná”
A palavra ocorre pela primeira vez em Êxodo 16.31. Em outra passagem no AT, todas as versões inglesas traduzem uniformemente a palavra heb. como 'maná', o que é meramente uma transliteração aproximada; mas em Êxodo 16.15 o termo é traduzido como uma pergunta. 'Que é isto?' Evidentemente quando os israelitas o viram pela primeira vez no chão, o apelidaram de 'O que é?', ou de forma coloquial 'Como se chama isto?', o que parece ser o significado literal com referência à qualidade misteriosa do pão divino. O maná era pequeno, redondo e branco (Êx 16.14,31). Guardado para o dia seguinte ele comumente 'criava bichos e cheirava mal' (Êx 16.20). Derretia quando exposto ao sol quente. Deveria ser apanhado diariamente, pela manhã, um ômer por pessoa. No sexto dia o povo deveria juntar o dobro, para prover para o sábado, quando nenhum maná seria dado. Neste caso ele não criava bichos, nem cheirava mal durante o sábado.
Um pote de maná foi apanhado e mantido como memorial desta miraculosa provisão do Senhor para os israelitas ao longo dos 40 anos no deserto (Êx 16.32-35). Mais tarde, um pote de ouro de maná foi colocado dentro da arca no Tabernáculo (Hb 9.4)" (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.75).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COHEN, Armando Chaves. Êxodo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

Extraído da Revista de EBD da Editora CPAD.






segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Podemos acreditar em alguma dessas versões da Bíblia?







SIM, e saiba porquê...

"Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (II Co. 13: 8). Eis a verdadeira SOLA SCRIPTURAS que existe apenas na versão de João Ferreira de Almeida (REVISTA e CORRIGIDA) da SBB e a (CORRIGIDA e FIEL) da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. Todas as outras versões, tantas que foram e são impressas e lidas por muitos, as quais foram elaboradas (acredito, com boas intenções) para tornar a Palavra de Deus mais compreensível (ao alcance do leigo) viraram, contudo, verdadeiras armadilhas! E por que?... Porque a Palavra de Deus nos foi dada através dos Seus profetas e apóstolos pelo próprio Espírito de Deus, e só esse mesmo Espírito de Deus poderá nos ajudar a compreendê-la em sua linguagem fiel e original (como as versões citadas acima). Verdade é que muitos (através do Espírito Santo) a compreendem satisfatoriamente, ou seja: naquilo que compete a cada um compreender - conforme o propósito do próprio Deus - em suas versões verdadeiras (conforme citado acima) que são as mais fiéis aos textos originais.

Obs: Em 1681 foi publicada a primeira versão na língua portuguesa da Revista e Corrigida, de J. F. de Almeida, e agora, trezentos anos depois, querem adequá-la editando outras versões (?!). Mas é preciso rejeitar tal intento, não podemos ceder ao liberalismo teológico, que desde 1881 insiste em influenciar as mentes genuinamente cristãs e piedosas. Mas o Senhor nos deu a Sua própria Palavra para rejeitarmos esses apelos essencialmente didáticos.

Se os homens começarem a mudar os versículos aqui e ali, para adaptar à nossa compreensão intelectual, vão se dar mal, a coisa vai complicar, pois verdadeiramente nunca iremos compreender a Bíblia a partir do intelecto, mas sim e principalmente pelo Espírito. Uma SEVERA ADVERTÊNCIA está em Apocalipse (22: 18,19): "Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro."

Portanto, Cuidado com todas as outras demais versões que são impressas por aí; dentre todas estas as quais NÃO devemos adquirir, eis algumas:

a) da Sociedade Bíblica do Brasil - SBB: Linguagem de Hoje e a Revista e Atualizada;

b) da Imprensa Bíblica Brasileira - IBB: Versão Revisada;

c) da Sociedade Religiosa Edições Vida juntamente com a Sociedade Bíblica do Brasil - SBB: Bíblia Viva e Revista e Atualizada (de Russel Shedd). Fique com a Revista e Corrigida e com a Fiel e Corrigida, conforme explanações no primeiro parágrafo.

Embora não tenhamos mais os originais (Autógrafos), as evidências comprovam que Deus tem preservado a Sua Palavra através dos Séculos. Existem mais de 5.000 manuscrito e partes de manuscritos que totalmente concordam entre si, o chamado Texto Bizantino (o qual em sua forma impressa chama-se Texto Receptus - TR - ou Texto Recebido), termo que surgiu com a impressão gráfica do Novo Testamento Grego de Elzivir em 1633. Este mesmo Texto Receptus (TR), impresso em vários idiomas, inclusive para o português, foi usado pela Igreja e pelos reformadores ao longo destes vinte séculos da Era Cristã e que atualmente continua sendo usado pelos cristão genuínos (nas versões bíblicas conforme citada no primeiro parágrafo). Já o texto Crítico (TC), surgiu porque dois homens (B. F. Wescott e F. J. A. Hort) rejeitaram o (TR) e decidiram criar um novo texto Grego, baseado em aparatos críticos; sendo assim lançaram em 1881 um outro Novo Testamento o que veio a ser chamado Texto Crítico (TC). Daí em diante, a partir do Texto Crítico (TR) surgiram versões modernas do Novo Testamento que omitem vários versículos. O Texto Crítico (TR) difere do Texto Receptus (TR) em 5.337 lugares. Deste modo concluímos que tem alguma coisa errada com o Texto Crítico (TR).

sábado, 15 de setembro de 2012

Lição 12 - 16/09/2012 - As Dores do Abandono


As Dores do Abandono - CPAD

Por
Don Schmierer e Lela Gilbert

Infelizmente, uma atitude de gratidão é, em geral, a primeira a desaparecer quando as coisas ficam difíceis. E existem muitas coisas difíceis na vida para as quais não encontramos respostas fáceis.
Perguntamos sobre os motivos, e somos recompensados com o silêncio.
Já passei por alguns desses desafios. Depois de um dos meus acidentes, o doutor gentilmente informou sobre aquilo que provavelmente estaria à minha espera. Suas palavras ainda soam aos meus ouvidos:
“Don, suas costas estão tão ruins que se sofrer um escorregão nós teremos que empurrar você numa cadeira de rodas pelo resto da sua vida”. Para dizer o mínimo, eu não estava interessado em ouvir a notícia, nem no restante do que ele disse: “Se eu operar as suas costas, você vai ter 50% de chance de ficar pior do que está agora. Meu conselho é que você cerre os dentes e aprenda a suportar a dor”.
Depois dessas palavras, eu fiquei realmente deprimido. Queria me enfiar no buraco escuro da autopiedade. Não sei dizer como minha esposa enfrentou isso, mas de uma coisa estou certo, ela estava orando com fervor e confiando no Senhor para conseguir forças. Felizmente, algumas passagens das Escrituras vieram à minha mente, exatamente no momento oportuno, antes que minhas emoções atingissem o nível mais baixo. Uma delas foi Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Encontrei outras palavras de encorajamento em 1 Pedro 5.7: “Lançando sobre ele todo a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”.
O significado desses versos para mim era que Jesus se preocupava com o meu sofrimento e queria participar dele. Deus estava me dando uma grande oportunidade de me unir ao seu Filho Jesus. Quando entendi as suas palavras, resolvi agradecer-lhe em oração a cada manhã, pelo privilégio de dar o meu sofrimento a Jesus, e por participar do seu sofrimento. Afinal de contas, Ele passou pelo indescritível sofrimento de morrer na cruz e Ele fez isso por mim. Aquilo que antes eu havia entendido como sendo parte totalmente negativa da existência humana tinha se transformado em alguma coisa positiva - uma identidade especial com Jesus. A dor não foi embora; eu simplesmente passei a encará-la de forma diferente.
Esse é um importante princípio, afinal, se queremos realmente conhecer a Cristo e experimentar o seu poder em nossa vida devemos participar do sofrimento pelo qual Ele passou. Como Paulo escreveu: “Para o conhecer, e o poder da ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos…” (Fp 3.10 - ARA). Num sentido semelhante, quando sofremos, somos capazes de participar do sofrimento dos nossos irmãos e irmãs em Cristo em todo o mundo.
Podemos oferecer o nosso sofrimento a Cristo como um reconhecimento dos seus sofrimentos e dos sofrimentos dos seus filhos, nossos irmãos. Ou podemos sentir pena de nós mesmos. A escolha é nossa!
Mas quando descobrimos a graça de agradecer a Deus por nossas lutas, recebemos a paz em meio ao sofrimento. Acredito que existe uma grande parcela de verdade nas palavras de Vaclev Havel: “Podemos descrever melhor a cura como sendo a conquista da paz interior”. Quando fazemos as pazes com o nosso sofrimento, tornamo-nos muito mais capazes de receber a cura. Mas somente se torna possível experimentar a paz de Deus quando expressamos a Ele a nossa gratidão.
Infelizmente, existem ocasiões em que nos recusamos a agradecer a Deus pelas nossas lutas porque, em primeiro lugar, estamos magoados pelo fato de Ele ter permitido que elas acontecessem. Dr. James Dobson fala francamente sobre isso em seu livro When God Doesn’t Make Sense (Quando Deus não Faz Sentido):
Minha preocupação é que, aparentemente, muitos crentes pensem que Deus lhes deva proporcionar uma viagem tranquila, ou, pelo menos, uma explicação satisfatória (e talvez até algum pedido de desculpas) pelas dificuldades que enfrentam. Entretanto, jamais devemos nos esquecer de que, afinal de contas, Ele é Deus. Ele é o Soberano, Santo e Majestoso.
Não presta contas a ninguém. Não é um garoto de recados à procura das missões que distribuímos. Não é um gênio que sai da garrafa para satisfazer os nossos caprichos. Ele não é nosso servo - nós é que somos servos dEle. E a razão da nossa existência é glorificá-lo e honrá-lo.
Mesmo assim, Ele resolve explicar os seus atos na nossa vida. Às vezes, sua presença é tão real como se tivéssemos encontrado frente a frente.
Mas, outras vezes, quando nada faz sentido - quando aquilo pelo que estamos passando não é justo, quando nos sentimos totalmente sozinhos na sala de espera de Deus - Ele diz simplesmente: “Confie em mim”.

### Texto extraído da obra “Curando as Feridas do Passado: Encontrando, enfim, a Paz Interior”, editada pela CPAD.

sábado, 1 de setembro de 2012

NAS CRISES É QUE NASCEM OS SANTOS


Por: Claudionor de Andrade
Tenho, diante de mim, várias definições de crise. E todas elas parecem refletir aqueles terríveis momentos que vivi em 1999. Momentos? Pareciam séculos; desdobravam-se em eternidades aqueles instantes. Seria essa relatividade descoberta por Einstein? Nada porém parecia relativo; mostrava-se tudo absoluto, implacável, sem qualquer contemplação.
Uma definição, em particular, prendeu-me a atenção: Crise é a “manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio”. Teria o meu ilustre dicionarista enfrentado circunstância semelhante? De qualquer forma, foi exatamente isso o que o bondoso Deus permitiu viesse sobre mim. No frágil equilíbrio de minha existência houve uma violenta ruptura.
I. Minha Crise
Foi a pior tribulação que já me sobreveio. De um momento para o outro, vi o meu mundo perder todo o seu equilíbrio. Os diques haviam se rompido.
Parecia ele tão seguro, mais ei-lo agora ao desamparo. Ostentava-se terno e pastoril, agora contudo perdia toda a sua poesia. Acontecera tudo de maneira tão repentina e improvisada, que já não havia tempo nem espaço para remansos de outrora.
Esta foi a minha provação: o meu bairro transformara-se, de um momento para o outro, numa praça de guerra. Quem mora no Rio de Janeiro, e já viveu experiência semelhante, pode avaliar melhor o que estou dizendo. Fosse um episódio isolado, recuperar-me-ia em alguns dias. Mas quis o sapientíssimo Deus que eu ficasse naquele crisol por quase três meses.
II. A Pedagogia da Crise
Foi esse o tempo que o Senhor usou para alterar toda a minha estrutura psicológica e espiritual. Através daquela crise, levar-me-ia Ele a experimentar a grandeza, a inefabilidade e a urgência do primeiro amor.
Deus sabe o que faz. Se em nossa vida, desencadeia alguma tormenta, tem esta um imensurável valor pedagógico.
A partir daquele instante, comecei a redescobrir a beleza de algumas coisas que eu havia, inconscientemente, racionalizado. Voltei à oração com mais disciplina e perseverança. Falar com Deus não era apenas uma possibilidade teológica; era uma urgência. Afinal, de que forma poderia eu buscar alívio àqueles traumas? Passei a jejuar com mais regularidade. O Senhor levou-me também a fazer o trabalho de um evangelista.
A partir daquele instante, a Palavra de Deus passou a ter um incrível fascínio sobre mim.
Enfim, através daquela crise, o Senhor Jesus, em sua infinita misericórdia, reconduziu-me ao primeiro amor. Isto é avivamento! À semelhança de Davi, podia agora dizer: “Foi-me bom ter afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71). Poderá você expressar a mesma felicidade que Davi? Ou regozijar-se em Deus como Jó?
Texto extraído da obra “JÓ: O Problema do Sofrimento do Justo e o seu Propósito”, editada pela CPAD.
CONCLUSÃO
A Saúde e a riqueza são devolvidas a Jó (42.10-17) - O cativeiro de Jó (10) refere-se a todo sofrimento que ele passou. As amizades e sua honra foram restauradas (11). Sua riqueza foi duplicada (cf. 1.3 e 42.12). Ele foi agraciado com o mesmo número de filhos (cf. 1.2 e 42.13). Os nomes das suas três filhas são mencionados (14). Lemos que em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas com as filhas de Jó (15). Também é mencionado que elas compartilhariam da herança com os seus filhos. Jó foi coroado com uma vida longa depois da sua provação - cento e quarenta anos (16) - a ponto de ver a sua descendência até à quarta geração. Sua morte foi feliz porque ele havia vivido bem a sua vida. Então, morreu Jó, velho e farto de dias (17).
Não sabemos, de fato, por que os homens sofrem em nosso mundo. A bíblia sagrada pode ajudar aqueles que sofrem a suportar o sofrimento com paciência, e a manter a fé de acordo com os caminhos de Deus, mesmo quando esses caminhos são obscuros. Todavia, foi necessário que Alguém (Jesus), carregando a cruz, mostrasse ao mundo claramente o que se pode alcançar por intermédio do sofrimento imerecido.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Meu conjuge não é cristão, o que fazer? Pregue o AMOR.


Conheça uma história verdadeira e entenda como Deus quer que usemos o AMOR no nosso relacionamento.
O Pr. Smith Wigglesworth, em reunião, disse que ele devia seu ministério à sua esposa. Antes dele começar a pregar, a profissão dele era de encanador. Ele cresceu frio e não ia muito para igreja. Ele tornou-se completamente intratável. Ele disse a sua esposa um dia: "Você está lá naquela igreja o todo tempo. Você poderia por bem levar sua cama para lá”.
Ela disse: "Não, Smith, não vou lá todo o tempo. Eu vou lá apenas três vezes por semana. Eu não negligenciei você, e eu não negligencio as crianças. Você sabe disso".
Ele disse: "A Bíblia diz que o homem é a cabeça da casa e que as esposas tem que obedecer a seus maridos. Então estou dizendo para você não ir mais para a igreja".
Ela disse: "Você é meu marido. Em qualquer coisa que você disser aqui na casa vale tudo. Mas você não é meu Senhor. Jesus é meu Senhor, e Ele me disse para ir, então estou indo para igreja. Tchau".
Ele disse: “Eu vou deixar você do lado de fora e você não vai poder voltar! Evidentemente, ela não tinha uma chave da casa. Então ele trancou a porta e a deixou de fora”.
Quando ela retornou, ela sentou-se nos batentes durante a noite toda. Ele veio na entrada da casa na manhã seguinte e destrancou a porta. E deveria estar muito frio porque ele a encontrou toda encolhida. Ela estava recostada contra a porta, e quando ele a abriu, ela quase caiu na cozinha.
Ela se levantou sorrindo e contente e disse: "Querido, o que você gostaria para o café da manhã?" Ela agiu como se nada tivesse acontecido. Ela simplesmente o amou. Então ele se sentiu convencido.
Smith Wigglesworth disse que se não tivesse sido por sua esposa (usada por Deus, é claro), ele nunca teria feito isso. Ele tornou-se um grande homem de Deus. Ele foi poderosamente usado. E sua esposa teve uma grande parte nisto tudo. O que seria se sua esposa o tivesse ouvido e parado de ir à igreja? Eles teriam apostatado. Quem sabe onde eles teriam terminado.

DEUS É FIEL,

Continue orando por sua família.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cine Gospel Jovem JULHO - Decisão de uma vida




Venha assistir esse filme, sobre um assunto tão conflitante em nossa sociedade