Pr. Dalmo Almeida

Pr. Dalmo Almeida
Servo do Senhor Jesus

sábado, 19 de maio de 2012

Cronologia dos livros da Bíblia



Cronologia dos livros da Bíblia


Conforme os mais abalizados mestres no assunto em questão, é a seguinte a ordem cronológica dos livros da Bíblia. Quanto aos profetas, o ano mencionado é o do início do ministério de cada um:




ANTIGO TESTAMENTO
-Jó...................................            1521 a.C.
-Gênesis...................... 1521-1500 a. C.
-Êxodo..............................          1490a.C.
-Levítico.............................         1489a.C.
-Números...........................         1451 a.C.
-Deuteronômio..................          1451 a.C.
-Josué................................          1424 a.C.
-Juizes................................         1126 a.C.
-Rute.............................   1050 a.C.
-1 Samuel...........................         1050 a.C.
-2 Samuel...........................         1018 a.C.
-1 e 2 Reis.........................          1015 a.C.
-Salmos.....................    1050-975 a.C.
-Cantares...........................         1013 a.C.
-1 e 2 Crônicas..................         1004a.C.
-Provérbios........................         1000 a.C.
- Eclesiastes.......................         975 a.C.
-Joel..................................          840 a.C.
-Jonas................................         790 a.C.
-Amos..............................            780 a.C.
-Oséias..............................          760 a.C.
-Isaías................................         745 a.C.
- Miquéias.........................          740 a.C.
- Sofonias...........................         639a.C.
-Naum................................         630 a.C.
- Jeremias.........................          626a.C.
- Lamentações..................          626 a.C.
- Habacuque......................         606 a.C.
- Daniel..............................         606 a. C.
-Ezequiel............................         592 a.C.
- Obadias...........................         586a.C.
-Ageu.................................         520 a.C.
- Zacarias................        520 a.C.
-Ester................................          509 a.C.
- Esdras.............................          457a.C.
- Neemias...........................         434 a.C.
- Malaquias.......................          432a.C.

NOVO TESTAMENTO
-1 Tessalonicenses........................           51 d.C.
-2 Tessalonicenses........................           52 d.C.
-1 Coríntios..................................           56d.C.
-2 Coríntios................................. 57d.C.
-Gálatas........................................           57d.C.
-Romanos.....................................            58 d.C.
-Mateus.........................................           60 d.C.
- Efésios.......................................            61 d.C.
-Tiago...........................................           61 d.C.
- Filipenses.................................. 62 d.C.
-Colossenses.............................   62 d.C.
- Filemom.....................................           62 d.C.
-Lucas........................................  63 d.C.
- Hebreus......................................           63 d.C.
-Atos dos apóstolos......................           63 d.C.
- 1 Timóteo................................  64 d.C.
- 1 Pedro.................................     64 d.C.
- Tito........................................... 65 d.C.
- Marcos.................................      65 d.C.
-2 Pedro.................................      64/5 d.C.
-2 Timóteo....................................           67d.C.
-Judas...........................................           70 d.C.
-João (Evangelho)........................           85 d.C.
-1 João.........................................            90d.C.
-2 João..........................................           90 d.C.
-3 João.........................................            90 d.C.
-Apocalipse...................................           96d.C.

BIBLIOLOGIA - AULA 2


BIBLIOLOGIA
AULA 2
•         Versões da Bíblia - Septuaginta
É comumente designada por "LXX". O nome vem do latim "Septuaginta", que quer dizer "70". Aristeas, escri­tor da corte de Ptolomeu Filadelfo, que reinou de 285-246 a.C, escrevendo a seu irmão Filócrates, conta que o referi­do monarca, por proposta de seu bibliotecário, Demétrio de Falero, solicitou ao sumo sacerdote judaico, Eleazar, que lhe enviasse doutores versados nas Sagradas Escritu­ras para preparar-lhe uma versão delas, em grego.
Ele muito ouvia falar das Escrituras e queria uma versão de­las, para enriquecer sua vasta biblioteca, em Alexandria. O sumo sacerdote escolheu 72 eruditos (6 de cada tribo) e enviou-os a Alexandria, os quais completaram a versão em 72 dias.
•         Versões da Bíblia
A Vulgata
No ano 383, Jerônimo era um dos mais sábios do seu tempo, sendo secretário de Damasus, Bispo de Roma; este o convidou para corri­gir e melhorar a Bíblia latina, então em uso nas igrejas do leste. Aquele sábio completou a revi­são do Novo Testamento. Depois da morte de Damasus, Jerônimo mudou-se para Belém, onde fundou um mosteiro. Aí, no 80° ano de sua vida, começou uma nova tradução do Velho Testa­mento, do hebraico para o latim.
•         Versões da Bíblia - Almeida
João Ferreira de Almeida nasceu em 1628 no local chamado Torre de Tavares, Portugal. Em 1642, encontrando-se na Indonésia, aceitou a fé da Igreja Reformada Holandesa pela profunda impressão que causou em seu espírito a leitura dum folheto espanhol. Desde o princípio da sua conversão, mostrou a sua aptidão para o estudo eclesiástico. Ignoram-se as circunstâncias que o fizeram transportar-se à Batávia, onde se tornou muito ativo e zeloso no trabalho da evangeliza­ção, pregando nas línguas portuguesa, espanho­la, francesa e holandesa.
•          DIVISÃO A.T.
Por cada grupo.
•         a.  LEI.
•         b.  HISTÓRIA.
•         c. POESIA.
•         d.  PROFECIA.
•          Os escribas dedicam suas vidas ao estudo e transcrição dos textos sagrados
Vejamos os livros de cada grupo.
•         a.  LEI. São 5 livros: Gênesis a Deuteronômio. São comumente chamados o Pentateuco ou livros de Moisés. Esses livros tratam da origem de todas as coisas, da Lei, e do estabelecimento da nação israelita.
•          b.  HISTÓRIA. São 12 livros: de Josué a Ester. Ocu­pam-se da história de Israel nos seus vários períodos: a) Teocracia, sob os juizes, b) Monarquia, sob Saul, Davi e Salomão, c) Divisão do reino e cativeiro, contendo o relato dos reinos de Judá e Israel, este levado em cativeiro para a Assíria, e aquele para Babilônia, d) Pós-cativeiro, sob Zorobabel, Esdras e Neemias, em conjunto com os profetas contemporâneos.
•         c. POESIA. São 5 livros: de Jó a Cantares de Salomão. São chamados poéticos, não porque sejam cheios de ima­ginação e fantasia, mas devido ao gênero do seu conteúdo. São também chamados devocionais.
•         d.  PROFECIA. São 17 livros: de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em:
•         Profetas Maiores: Isaías a Daniel (5 livros).
•         Profetas Menores: Oséias a Malaquias (12 livros). Os nomes maiores e menores não se referem ao mérito ou notoriedade do profeta mais ao tamanho dos livros e à extensão do respectivo ministério profético.
•          DIVISÃO N.T.
Por cada grupo.
•         a.   BIOGRAFIA.
•         b.  HISTÓRIA.
•         c. EPÍSTOLAS.
•         d.  PROFECIA.
a. BIOGRAFIA. São os 4 Evangelhos. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e seu glorioso ministério. Os três primeiros são chamados Sinópticos, devido a certo pa­ralelismo que têm entre si. Os Evangelhos são os livros mais importantes da Bíblia. Todos os que os precedem tra­tam da preparação para a manifestação de Jesus Cristo, e os que se lhes seguem são explicações da doutrina de Cris­to.
•         b. É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da igreja primitiva, seu viver, a propagação do Evangelho; tudo através do Espírito Santo, conforme Je­sus prometera.
c. EPÍSTOLAS. São 21 as epístolas ou cartas. Vão de Romanos a Judas. Contêm a doutrina da Igreja.
• 9 são dirigidas a igrejas (Romanos a 2 Tessalonicenses);
• 4 são dirigidas a indivíduos (1 Timóteo a Filemom);
c. EPÍSTOLAS.
• 1 é dirigida aos hebreus cristãos;
• 7 são dirigidas a todos os cristãos, indistintamente (Tiago a Judas);
•         As últimas sete são também chamadas universais, ca­tólicas ou gerais, apesar de duas delas (2 e 3 João) serem dirigidas a pessoas.
d. PROFECIA. É o livro de Apocalipse ou Revelação. Trata da volta pessoal do Senhor Jesus à Terra e das coisas que precederão esse glorioso evento. Nesse livro vemos o Senhor Jesus vindo com seus santos para: a) destruir o po­der gentílico mundial sob o reinado da Besta; b) livrar Is­rael, que estará no centro da Grande Tribulação; c) julgar as nações; e d) estabelecer o seu reino milenar.
•          O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
Jesus é o tema central da Bíblia. Ele mesmo nos de­clara em Lucas 24.44 e João 5.39. (Ler também Atos 3.18; 10.43; Apocalipse 22.16). Se olharmos de perto, veremos que, em tipos, figuras, símbolos e profecias, Ele ocupa o lu­gar central das Escrituras, isto além da sua manifestação como está registrada em todo o Novo Testamento.
•          O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
•         Em Gênesis, Jesus é o descendente da mulher (Gn 3.15).
•         Em Êxodo, é o Cordeiro Pascoal.
•         Em Levítico, é o Sacrifício Expiatório.
•         Em Números, é a Rocha Ferida.
•         Em Deuteronômio, é o Profeta.
•         Em Josué, é o Capitão dos Exércitos do Senhor.
•         Em Juizes, é o Libertador.
•         Em Rute, é o Parente Divino.
•          O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
•         Em Reis e Crônicas, é o Rei Prometido.
•         Em Ester, é o Advogado.
•         Em Jó, é o nosso Redentor.
•         Nos Salmos, é o nosso socorro e alegria.
•         Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.
•         Em Cantares de Salomão, é o nosso Amado.
•         Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro.
•         Nos Profetas, é o Messias Prometido.
•          O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA
•         Nos Evangelhos, é o Salvador do Mundo.
•         Nos Atos, é o Cristo Ressurgido.
•         Nas Epístolas, é a Cabeça da Igreja.
•         No Apocalipse, é o Alfa e o Ômega; é o Cristo que volta para reinar.
•          O Cânon da Bíblia
Cânon ou Escrituras Canônicas é a coleção completa dos livros divinamente inspirados, que constituem a Bíblia.
Cânon é palavra grega, e significa, literalmente, "vara reta de medir", assim como uma régua de carpinteiro. No Antigo Testamento, o termo aparece no original em passa­gens como Ezequiel 40.5.
•          O Cânon da Bíblia
No sentido religioso, cânon não significa aquilo que me­de, mas aquilo que serve de norma, regra. Com este senti­do, a palavra cânon aparece no original em vários lugares do Novo Testamento: "E a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus" (Gl 6.16).
"Nós, porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos de­marcou e que se estende até vós" (2 Co 10.13).
•          OS LIVROS APÓCRIFOS
Nas Bíblias de edição da Igreja Romana, o total de li­vros é 73, porque essa igreja, desde o Concilio de Trento, em 1546, incluiu no cânon do Antigo Testamento 7 livros apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros canônicos, acrescentando, assim, ao todo, 11 escritos apócrifos.
A palavra "apócrifo" significa, literalmente, "escondi­do", "oculto", isto em referência a livros que tratavam de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa "não genuíno", "espúrio", desde sua apli­cação por Jerônimo. Os apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testa­mento, numa época em que cessara por completo a revela­ção divina.
Pelo fato deles terem sido escritos na época do silêncio de Deus, no qual Ele ficou 400 anos sem falar com seu povo isto basta para tirar-lhes qualquer pretensão de canonicidade. Josefo rejeitou-os totalmente. Nunca fo­ram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reco­nhecidos pela igreja primitiva.
São 14 os escritos apócrifos: 10 livros e 4 acréscimos a livros. Antes do Concilio de Trento, a Igreja Romana acei­tava todo, mas depois passou a aceitar apenas 11: 7 livros e os 4 acréscimos. A Igreja Ortodoxa Grega mantém os 14 até hoje.
•         Os 7 livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são:
•         1)  TOBIAS (Após o livro canônico de Esdras)
•          OS LIVROS APÓCRIFOS
•         2)  JUDITE (após o livro de Tobias)
•         3)  SABEDORIA DE SALOMÃO
•         4)  ECLESIÁSTICO (após o livro de Sabedoria)
•         5)  BARUQUE (após o livro canônico de Jeremias)
•         6)  1 MACABEU
•         7)  2 MACABEU (ambos, após o livro canônico de Malaquias)
Os 4 acréscimos ou apêndices são:
•         1)  ESTER (a Ester, 10.4 - 16.24)
•         2)  CÂNTICO DOS TRÊS SANTOS FILHOS (a Da­niel, 3.24-90)
•         3)  HISTÓRIA DE SUZANA (a Daniel, cap. 13) e
•         4)  BEL E O DRAGÃO (a Daniel, cap. 14)
•          OS LIVROS APÓCRIFOS
Como já foi dito, dos 14 apócrifos, a Igreja Romana aceita 11 e rejeita 3, isto, após 1546 d.C. Os livros rejeita­dos são:
•         a) 3 ESDRAS e 4 ESDRAS
•         b) A ORAÇÃO DE MANASSES
•         Os livros apócrifos de 3 e 4 Esdras são assim chamados porque nas Bíblias de edição católico-romana o livro de ESDRAS é chamado 1 ESDRAS; o de NEEMIAS, de 2 ESDRAS.
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em      18 de abril de 1546, para combater o movimento da Reforma Protestan­te, então recente. Nessa época, os protestantes combatiam violentamente as novas doutrinas romanistas: do Purgató­rio, da oração pelos mortos, da salvação mediante obras, etc. A Igreja Romana via nos apócrifos bases para essas doutrinas, e, apelou para eles, aprovando-os como canônicos.
O início da revolta dos Macabeus,  167 a.C.
Ardia no peito dos judeus o sentimento de revolta. A perseguição religiosa atingia agora todo o país. O senti­mento patriótico toma conta do povo. Falta apenas um líder para dar o grito de revolta. Todos estavam em torno de um mesmo ideal - independência. O velho sacerdote Matatias, que vivia em Modim (entre Jope e Jerusalém), foi o herói que deu o brado de guerra e desfraldou a bandei­ra da revolta.
Matatias Tinha ele cinco filhos, todos valorosos: JOÃO, SIMÃO, JUDAS, ELEAZAR, JÔNATAS. Eram fariseus verdadeiros. O velho sacerdote dirigiu a luta com muita bravura, obtendo sempre vitórias. Morreu no mes­mo ano da revolta: 167.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Inabalável - baseado em uma história verídica |

Venha PARTICIPAR do CINE GOSPEL JOVEM JUNHO 2012

as 20:00 do dia 16/JUNHO/2012





segunda-feira, 14 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Seminário BIBLIOLOGIA AULA - 1


BIBLIOLOGIA
O ESTUDO DA BÍBLIA
INTRODUÇÃO BÍBLICA OU BIBLIOLOGIA
É o estudo introdutório e auxiliar das Sagradas Escrituras, para sua melhor compreensão por parte do leitor. É também chamado Isagoge nos cursos superiores de teologia. Este estudo auxilia grandemente a compreensão dos fatos da Bíblia. Um ponto saliente nele é a história da Bíblia mostrando como chegou ela até nós.
A necessidade desse estudo é que, sendo a Bíblia um livro divino, veio a nós por canais humanos, tornandose, assim, divino-humana, como também o é a Palavra Viva - Cristo - que se tornou também divino-humano (Jo 1.1; Ap 19.13).
OS LIVROS ANTIGOS
A Bíblia é um livro antigo. Os livros antigos tinham a forma de rolos (Jr 36.2). Eram feitos de papiro ou pergaminho. O papiro é uma planta aquática que cresce junto a rios, lagos e banhados, no Oriente Próximo, cuja entrecasca servia para escrever. Essa planta existe ainda hoje no Sudão, na Galiléia Superior e no vale de Sarom.
As tiras extraídas do papiro eram coladas umas às outras até formarem um rolo de qualquer extensão. Este material gráfico
primitivo é mencionado muitas vezes na Bíblia, exemplos: Êxodo 2.3; Jô 8.11; Isaías 18.2.
Em certas versões da Bíblia, o papiro é mencionado como junco; de fato, é um tipo de junco de grandes proporções. De papiro, deriva-se a nossa palavra papel. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C.
Pergaminho é pele de animais, cortida e polida, utilizada na escrita. É material gráfico melhor que o papiro. Seu uso é mais recente que o do papiro. Vem dos primórdios da Era Cristã, apesar de já ser conhecido antes. É também mencionado na Bíblia, como em 2 Timóteo 4.13.
TIPO DE ESCRITA
Os Manuscritos são dois: “Uncial” e “Cursivo”.
• Uncial – manuscrito que contém somente letras Maiúsculas.
• Cursivo – manuscrito que contém somente letras Minúsculas.
O VOCÁBULO "BÍBLIA"
Este vocábulo não se acha no texto das Sagradas Escrituras. Consta apenas na capa. - Donde, pois, nos vem? -Vem do grego, a língua original do Novo Testamento. É derivado do nome que os gregos davam à folha, de papiro preparada para a escrita - "biblos". Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado "biblion" e vários destes eram uma "bíblia".
Portanto, literalmente, a palavra bíblia quer dizer "coleção de livros pequenos". Com a invenção do papel, desapareceram os rolos, e a palavra biblos deu origem a "livro", como se vê em biblioteca, bibliografia, bibliófilo, etc.
A ESTRUTURA DA BÍBLIA
A Bíblia divide-se em duas partes principais: ANTIGO e NOVO TESTAMENTO, tendo ao todo 66 livros: sendo 39 no AT e 27 no NT. Estes 66 livros foram escritos num período de 16 séculos e tiveram cerca de 40 escritores. Aqui está um dos milagres da Bíblia.
Esses escritores pertenceram às mais variadas profissões e atividades, viveram e escreveram em países, regiões e continentes distantes uns dos outros, em épocas e condições diversas, entretanto, seus escritos formam uma harmonia perfeita. Isto prova que um só os dirigia no registro
da revelação divina: Deus.
• O título Antigo Testamento foi primeiramente aplicado aos 39 livros das Escrituras hebraicas, por Tertuliano, e Orígenes.
• Na primeira divisão principal da Bíblia, temos o Antigo Concerto (também chamado pacto, aliança), que veio pela Lei, feito no Sinai e, selado com sangue de animais (Êx 24.3-8; Hb 9.19,20).
Na segunda divisão principal (o NT), temos o Novo Concerto, que veio pelo Senhor Jesus Cristo, feito no Calvário e selado com o seu próprio sangue (Lc 22.20; Hb 9.11-15). É pois um concerto superior.
PARTICULARIDADES DA BÍBLIA
Antes, a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250, pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras.
A divisão em versículos foi feita de duas vezes. O AT em 1445, pelo Rabi Nathan; o NT em 1551, por Robert Stevens, um impressor de Paris. Stevens publicou a primeira Bíblia (Vulgata Latina) dividida em capítulos e versículos em 1555. O AT tem 929 capítulos e 23.214 versículos. O NT tem 260 capítulos e 7.959 versículos. A Bíblia toda tem 1.189 capítulos e 31.173 versículos. O número de palavras e letras depende do idioma e da versão. O maior capítulo é o Salmo 119, e o menor o Salmo 117. O maior versículo está em Ester 8.9; o menor, em Êxodo 20.30. (Isso, nas versões portuguesas e com exceção da chamada "Tradução Brasileira", onde o menor é Lucas 20.30).
Em certas línguas, o menor é João 11.35. Os livros de Ester e Cantares não contêm a palavra Deus, porém a presença de Deus é evidente nos fatos neles desenrolados, mormente em Ester. Há na Bíblia 8.000 menções de Deus sob vários nomes divinos, e 177 menções do Diabo, sob seus vários nomes.
AS LÍNGUAS ORIGINAIS DA BÍBLIA
O hebraico e o aramaico para o Antigo Testamento, e o grego para o Novo Testamento, são as línguas originais da Bíblia.
O hebraico - Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, o idioma oficial da nação israelita, exceto algumas passagens de Esdras, Jeremias e Daniel, que foram escritas em aramaico. A mais extensa é em Daniel, que vai de 2.4 a 7.28.
O hebraico faz parte das línguas semíticas, que eram faladas na Ásia (mediterrânea), exceto em bem poucas regiões. As línguas semíticas formavam um ramo dividido em grupos, sendo o hebraico integrante do grupo cananeu. Este compreendia o litoral oriental do Mediterrâneo, incluindo a Síria, a Palestina e o território que constitui hoje O Aramaico é um idioma semítico falado desde 2.000 a.C, em Arã ou Síria, que é a mesma região. {Arã é hebreu; Síria é grego.) Nas Escrituras, o território da Síria não é o mesmo de hoje, o que acontece também com outras terras bíblicas. O primitivo território estendia-se das montanhas do Líbano até além do Eufrates, incluindo Babilônia, Mesopotâmia Superior (conhecida na Bíblia por Arã-Naaraim; e Padã-Arã - Gn 25.20), e outros distritos. Era ainda falado numa grande área da Arábia Pétrea.
• Os trechos escritos em aramaico são:
• o Esdras 4.8 a 6.18; 7.12-26.
• o Daniel 2.4 a 7.28.
• o Jeremias 10.11.
O aramaico foi a língua do Senhor Jesus, seus discípulos e da igreja primitiva, em Jerusalém. Em Mateus 5.18, quando Jesus diz que a menor letra é o jota (aramaico iode), Ele tinha em mente o alfabeto aramaico, pois somente neste é que se verifica isto. (A letra iode originou o nosso i). Nos dias de Jesus, o aramaico já se modificara um pouco na Palestina, resultando no "aramaico palestinense", como o chamam os eruditos O Grego. Esta é a língua em que foi originalmente escrito o Novo Testamento.
O grego faz parte do grupo das línguas arianas. Vem da fusão dos dialetos dórico e ático. Os dóricos e os áticos foram duas das principais tribos que povoaram a Grécia.
É língua de expressão muito precisa, e, das línguas bíblicas, é a que mais se conhece, devido a ser mais próxima da nossa.
O grego do Novo Testamento não é o grego clássico dos filósofos, mas o dialeto popular do homem da rua, dos comerciantes, dos estudantes, que todos podiam entender: era o "Koiné". Este dialeto formou-se a partir das conquistas de Alexandre, em 336 a.C. Nesse ano, Alexandre subiu ao trono e, no curto espaço de 13 anos, alterou o curso da história do mundo.
A língua grega tem 24 letras; a primeira é alfa e a última ômega. Quando, em Apocalipse 1.8, Jesus diz que é o Alfa e o ômega, está afirmando que é o primeiro e o último. Os gregos receberam seu alfabeto através dos fenícios, conforme mostram estudos a respeito.