Pr. Dalmo Almeida

Pr. Dalmo Almeida
Servo do Senhor Jesus

sábado, 31 de março de 2012

O Senhor é o meu pastor

O Senhor é o meu pastor

Salmo de Davi

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.

Ele me faz repousar em pastos verdejantes.

Leva-me para junto das águas de descanso;

Refrigera-me a alma.

Guia-me pelas veredas da justiça

Por amor do seu nome.

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,

Não temerei mal nenhum,

Porque tu estás comigo;

O teu bordão e o teu cajado me consolam.

Preparas-me uma mesa

Na presença dos meus adversários,

Unges-me a cabeça com óleo;

O meu cálice transborda.

Bondade e misericórdia certamente me seguirão

Todos os dias da minha vida;

E habitarei na Casa do Senhor

Para todo o sempre.

Davi podia escrever a partir da sua rica experiência pessoal com as ovelhas: O Senhor é o meu pastor; nada me faltará, isto é, (não sentirei falta de qualquer coisa indispensável). Vamos citar sete provisões que o Pastor supre para suas ovelhas:

a) “Não me faltará completa satisfação” (23.2 a). Deitar-me faz em verdes pastos fala, literalmente, de pastos de capim macio e novo. Dizem que as ovelhas nunca se deitam, até que estejam satisfeitas. Cada necessidade espiritual é suprida. A figura transmite um completo descanso na satisfação proporcional pelo cuidado vigilante do grande Pastor. Hoje vemos algo bem diferente em virtude dessa agitação em que vivemos.

b) “Não me faltará orientação” (23.2 b). Guia-me mansamente a águas tranqüilas, ou “águas de descanso”. Com as necessidades do rebanho o salmista acrescenta o pensamento de orientação. O pastor verdadeiro não empurra ou impele o rebanho do Senhor, ele sempre guia as ovelhas a um lugar tranqüilo.

c) “Não me faltará restauração” (23.3 a). Refrigera a minha alma, isto é, Ele me aviva, renova e refresca. Esse é um tema recorrente do N. T. “O interior, contudo, se renova de dia em dia” (2Co 4.16); “E vos renoveis no espírito do vosso sentido” (Ef 4.23); “E vos vestides do novo, que se renova para o conhecimento” (Cl 3.10). Essa é a graça que sustenta a alma.

d) “Não me faltará instrução da justiça” (23.3 b). Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. As veredas da justiça são caminhos planos. Uma das funções das Escrituras é “instruir em justiça” (2 Tm 3.16). Deus não somente adverte contra o mal; Ele nos guia nos caminhos da justiça. Isso ocorre por amor do seu nome, provando o tipo de Deus que Ele é. O Deus cujo nome é santo (Sl 111.9; Mt 6.9), quer que seu povo também esteja em santidade (1 Pe 1.14-16).

e) “Não me faltará coragem diante do perigo” (23.4 a). Ainda que eu andasse pelo vale da sombra (hb., escuridão profunda e mortal) da morte, não temerei mal algum. Aqui está a certeza da ajuda no momento mais difícil da vida. A morte não é um adversário desprezível. Ela é o nosso último grande inimigo (1 Co 15.26). Se Deus pode nos dar coragem nesse momento, como tem dado a tantos outros, Ele pode nos ajudar em qualquer lugar. Mal é um termo amplo para qualquer tipo de dano ou perigo que possa nos sobrevir.

f) “Não me faltará a Presença Divina” (23.4b). Porque tu estás comigo. Esse é o motivo principal para toda a confiança do salmista. O Senhor não o deixará nem o desamparará (Ex 33.14; Dt 31.6-8; Js 1.5-9). Nessa Presença há força, conforto, descanso e esperança. Nesse ponto significativo a descrição (2-3) dá lugar à adoração.

g) “Não me faltará conforto na tristeza” (23.4c). A tua vara e teu cajado me consolam. O cajado do pastor tem três funções: ele é uma vara de proteção e um cajado no qual o pastor se apóia, servindo para o seu conforto e a sua curva serve para socorrer as ovelhas em perigo.

A idéia do completo suprimento de cada necessidade com a qual o salmo inicia continua controlando o seu desenvolvimento, mas a comparação muda do Pastor para o Anfitrião, do campo para a casa. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos (5) retrata a marca da apreciação pública que o rei o oriental mostrava àquele que desejava honrar de uma maneira especial. Essa é a única referência passageira aos inimigos que aparecem descritos tão amplamente em ouros salmos de Davi. Unges minha cabeça com óleo: não é óleo da unção que era usado para empossar o rei ou o sacerdote; um outro termo hebraico é usado para esse fim. Esse era um óleo perfumoso amplamente usado em banquetes do Oriente antigo como marca de hospitalidade e favor. A cabeça ungida com óleo é uma figura bíblica comum para abundância de alegria. O meu cálice transborda simboliza a provisão abundante oferecida pelo generoso Anfitrião.

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida (6). O termo traduzido por certamente também significa “unicamente”. O salmista está confiante em que apenas a bondade e o amor imutável farão parte da sua vida. Habitarei na Casa do Senhor por longos dias, ou “para todo sempre” (ARA). Mas o significado mais profundo é mais do que uma longa vida nesta terra. Bondade e misericórdia (...) todos os dias da minha vida serão seguidos por um lar eterno na presença de Deus quando essa vida chegar ao fim (Jô 14.1-3).

Bibliografia:

A familia no Antigo Testamento – Esdras Bentho – Editora CPAD

Comentário Bíblico Beacon – Milo L. Chapman _ Editora CPAD

Bíblia Ilumina Gold

Enciclopédia da Vida de Jesus – Louis Claude Fillion – Editora Central Gospel

terça-feira, 13 de março de 2012

DIZIMOS e OFERTAS



DÍZIMOS E
OFERTAS
TEXTO BÍBLICO:
Gn 14.18-20
“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo”.
Definição - Décima parte.
Ordenado pelo Senhor - Lv 27.30-32; Ml 3.10.
Propósito do dízimo no AT - O dízimo de Israel era entregue para o sustento dos levitas (Nm 18.21) e dos sacerdotes (Nm 18.28), para ajudar nas refeições sagradas (Dt 14.22-27), e para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas (Dt 14.28,29).
Qual a lição a ser aprendida - Deus é dono de tudo - Êx 19.5; Sl 24.1; Ag 2.8. Propósito dos
dízimos no NT - Promoção do Reino de Deus e ajuda aos necessitados (1 Co 9.9-14; Gl 2.10).
Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, segundo o AT (Êx 25.1,2) e o NT (2 Co 9.7).
1. O Antigo Testamento. O vocábulo dízimo quer dizer "a décima parte". No contexto bíblico, refere-se àquilo que é devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens (Pv 3.9). Já a oferta tem o sentido de contribuição voluntária.
2. O Novo Testamento. Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. Mudou apenas a forma e a liturgia, mas não a sua função: a adoração a Deus deve ser em espírito e verdade! O culto levítico com seus rituais já não existe. Todavia, o princípio da adoração continua o mesmo (1 Pe 2.9; Ap 1.6). O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o
dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque que é eterna e, portanto, anterior à Lei de Moisés (Hb 5.10; 7.1-10; Sl 110.4).
3. Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus. Um dos princípios básicos da prática do dízimo é o reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas. Tudo vem dEle e é para Ele (Ag 2.8; Cl 1.17). Quando o crente devolve a Deus o seu dízimo, demonstra que reconhece o Senhor como a fonte de todas as coisas. À saudação de Melquisedeque: "Bendito seja o Deus Altíssimo!", respondeu Abraão dando-lhe o dízimo (Gn 14.20). O princípio da devolução do dízimo demonstra que somos dependentes de Deus. É lamentável que alguns crentes ignorem esse fato e ajam como se as suas conquistas materiais fossem apenas mérito de seus esforços (Jz 7.2).
4. A bênção da multiplicação. Tanto o Antigo como o Novo Testamento demonstram que Deus
reconhece e recompensa a fidelidade do seu povo. Quando o crente é liberal em contribuir para o Reino de Deus, uma decorrência natural do seu gesto é a bênção da multiplicação dada pelo Senhor. Deus promete derramar bênçãos sem medida e fazer abundar em toda graça (2 Co 9.6-10). Malaquias relaciona a prosperidade do povo de Israel à devolução dos dízimos e das ofertas (Ml 3.10,11). O mesmo princípio é destacado em o Novo Testamento quando Paulo diz que Deus é poderoso para fazer abundar em toda graça aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus.
CONCLUSÃO - Vimos, pois, que a prática dos dízimos e das ofertas sempre esteve presente na
história do povo de Deus. Evidentemente que fica para nós o princípio de que somos abençoados não porque contribuímos, mas contribuímos porque já somos abençoados. Deus reconhece a voluntariedade do crente em contribuir para o seu Reino e, por graça e misericórdia, derrama sobre nós as suas muitas e ricas bênçãos.

sábado, 10 de março de 2012

A IGREJA DE CRISTO NÃO PODE SER FECHADA

IRMÃOS EM CRISTO VAMOS MOSTRAR A ESSA SOCIEDADE QUE SOMOS UNIDOS, NESTE MOMENTO NÃO EXISTE DENOMINAÇÃO, EXISTE SIM A IGREJA DE CRISTO.
ESTE FATO AFETA TODAS AS IGREJAS, INCLUSIVE A SUA, SE ESSA MODA PEGAR ELES ESTARÃO FECHANDO TODAS AS IGREJA DE NOSSO PAÍS.
LEIA E FAÇA UM COMENTÁRIO E COMPARTILHE.

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=42312

sábado, 26 de novembro de 2011

Lição 9 (27-nov-2011) A Organização do Serviço Religioso



INTRODUÇÃO

Hoje temos em nossas igrejas pessoas que estão brincando com Deus, mesmo com suas vidas todas erradas estão nos púlpitos das igrejas pregando e louvando a Deus de qualquer maneira, temos que acordar e sair desta situação negra, Deus não permitirá que tais pessoas manchem a Igreja que custou preço de sangue, sangue de Cristo, se você se encontra nessa situação, ainda é tempo de concerto, peça perdão a Deus, volte para o banco e aprenda tudo de novo (como ser Santo)

Deus exige santidade de todos e nós que estamos constantemente no altar de Deus devemos ter a santidade como conduta de vida diária.


Nesta lição, você aprenderá sobre a função dos sacerdotes e levitas, e, analisar seus deveres no culto ao Senhor. Havia três tipos de sacerdócio: o sumo sacerdote, os sacerdotes comuns e os levitas. Os sacerdotes tinham que ser descendentes de Arão. Os levitas descendiam de Levi. Segundo Champlin, todos os sacerdotes eram levitas, porém, nem todos os levitas eram sacerdotes (2001, p. 5201). Estes homens eram os responsáveis pela ministração do culto ao Senhor. Deus queria que Israel fosse uma nação santa, “um reino sacerdotal” (Êx 19.6). Assim, Deus “nomeou a Arão e seus filhos para constituírem o sacerdócio” (RENOVATO, 2001, p.113).

I - FUNÇÕES DOS SACERDOTES

O ofício sacerdotal judaico foi estabelecido pelo Senhor nos dias de Moisés (Êx 28.1, 41; 29.9,30; Lv 10.1,2; Nm 3.4; 1Cr 24.2) mas antes da instituição do sumo sacerdócio e do ofício sacerdotal, lemos do sacerdócio de Melquisedeque (Gn 14.18). Não há dúvidas que “funções” sacerdotais eram realizadas nos tempos prémosaicos pelo chefe da família como Noé, Abraão e Jó. Um sacerdote era um ministro autorizado que ministrava no altar e em outros ritos cultuais (VINE, 2002, p. 272). Segundo o dicionário exegético e expositivo do Antigo Testamento VINE, a palavra kõhen “sacerdotes” aparece 741 vezes no AT. Um sacerdote cumpria deveres sacrificiais, ritualísticos e cultuais. Ele representava o povo diante de Deus. Vejamos algumas atribuições dos sacerdotes:

  • Agiam como professores ou mestres da Lei (Lv 10.10,11; Dt 33.10; 2Cr 5.3; 17.7-9; Ez 44.23; Ml 2.6-9);
  • Discerniam a existência de lepra e efetuavam o rito de purificação “um tipo de médico” (Lv 13-14);
  • Determinavam os castigos por assassinatos e outras questões civis (Dt 21.5; 2Cr 19.8-11);
  • Eram os responsáveis pela ministração do culto ao Senhor (Lv. 16:1-32);
  • Serviam como intercessores entre o povo e Deus, e ofereciam sacrifícios pelos pecados, visando à reconciliação com o Senhor (Êx 30.7; Lv 16.11; 15-17; Nm 3.3; 2Cr 13.11);
  • Consultavam a Deus pelo povo, buscando discernir a vontade do Senhor (Dt 33.8; Nm 27.21);
  • Deveriam viver em santidade e ser irrepreensíveis no seu viver (Lv 21.16-21).

II - FUNÇÕES DOS LEVITAS

Os levitas foram os responsáveis pela solenidade da dedicação dos muros de Jerusalém após a reconstrução (Ne 12.27-29). Existe uma distinção óbvia entre os sacerdotes e os levitas. Na ordem hierárquica da cultura judaica, os levitas ocupavam o segundo lugar, após os sacerdotes, em comparação com os demais israelitas. (HARRIS, 1998, p. 780). Os levitas eram os descentes de Levi e os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no tabernáculo. De conformidade com a legislação mosaica, alguns dos deveres dos levitas no tabernáculo são:

  • Levar a Arca da Aliança (1Sm 6.15; 2Sm 15.24);
  • Realizar vários serviços no tabernáculo (Êx 38.21; Nm 1.50-53);
  • Servir Arão e seus filhos “os sacerdotes” (Nm 3.9; 8.19);
  • Eram responsáveis pela música e liturgia no tabernáculo (Ne 12.27-29; 7.44, 67; 1Cr 15.16, 17, 22);
  • Eram os guardas do templo (1Cr 9. 26; 26.17);
  • No tempo de Esdras e Neemias ensinavam a Lei ao povo (Ne 8.7-8; cf. Dt 31.25; 33.10).

III - O CULTO DEVE SER CONDUZIDO COM REVERÊNCIA

O propósito do culto ao Senhor é de que ele seja glorificado e reverenciado como um Deus de amor, caridade e respeito. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4.23). Assim como nos dias de Esdras e Neemias, os cultos hoje são sistemas particulares de adoração religiosa com referências especiais a rituais e cerimônias. O culto é o ponto central de uma religião e eventualmente assume formas e símbolos que revelam mais claramente o caráter distintivo da religião. Dois fatores importantes do Culto a Deus encontramos no livro de Neemias:

  • Adorar a Deus. É a forma de prestarmos culto ao nosso Deus. Portanto, existem alguns propósitos no culto. No Antigo Testamento observa-se a maneira de adorar : (Êx 4.31; 34.8; Lv 10.3; I Cr 16.29; II Cr 7.3; Ne 8.6; Ec 5.1);
  • Ter comunhão. Podemos observar com clareza no livro de Neemias a comunhão entre os israelitas durante a reconstrução dos muros e depois também. É o vinculo de unidade fraterna, mantido pelo Espirito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus (II Co 13.13; I Jo 1.3). Do grego “Koinonia”, lat. “Comunicare”, significa “comunicar.” Comunhão também significa cooperação. Exemplos de adoração: (Hb 11.21; II Sm 12.20; II Cr 20.18; Jó 1.20).

IV - DEUS NÃO MAIS ACEITA SACRIFÍCIOS DE ANIMAIS

No AT o sacrifício de animais (Hb Thusia) era parte de um ritual que o sumo sacerdote realizava para purificar o povo israelita (Êx 30.7; Lv 16.11; 15-17; Nm 3.3; 2Cr 13.11). O sacrifício de animais não mais é aceito pelo Senhor, pois o maior sacrifício já foi feito através da morte de Cristo na cruz por nossos pecados (Jo 3.14-16; Ef 5.2; Hb 9.23-25; 10.12) Sabemos que os elementos para o culto e a adoração estão agora centrados na oração, no louvor, confissão de pecados, leitura bíblica, pregação, Ceia do Senhor e contribuições.

V - A ADORAÇÃO NO CULTO DO AT

No Antigo Testamento a liturgia do culto, ou seja, a adoração era realizada da seguinte forma:

  • Os sacrifícios levíticos - Holocaustos (Lv 1; 6.8-13; 8.18-21;16.24), Oblação (Lv 2; 6.14-23); Oferta de Paz (Lv 3; 7.11-34), Oferta pelo pecado (Lv 4.1; 5.13; 6.4-30; 8.14-17; 16.3-22), Sacrifício de restituição (Lv 5.14-6.7; 7.1-6);
  • No tabernáculo - A adoração pública de Israel começou por ocasião da observância da páscoa, no Egito. Essa adoração girava em torno do tabernáculo ou da tenda da congregação. (Êx 3.4; Dt. 16.13; At. 7);
  • Nas festividades religiosas - A adoração a Deus, por parte de Israel, concentravam-se quase toda em torno das grandes festas religiosas da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos (Lv 3.1-44);
  • Nos sacrifícios - Desde o começo os holocaustos faziam parte da adoração bíblica. Quando da revelação dada no Sinai, eles receberam uma forma organizacional de âmbito nacional. As ofertas foram divididas em Levítico em várias categorias, a saber: os holocaustos ou ofertas queimadas; as ofertas de manjares; as ofertas pelo pecado; e as ofertas pela culpa. (Lv 16.15-34);
  • No templo - Quando os israelitas entraram na terra prometida, houve a localização da adoração, a princípio em Siló, e mais tarde em Jerusalém (At. 2.43). A adoração no templo de Jerusalém seguia as diretrizes básicas da adoração na tenda, porém, melhor organizada, especialmente no tocante ao sacerdócio. A grande contribuição da adoração no templo foi o desenvolvimento do lado musical e poético. (II Sm 6:5 e I Cr 25);
  • Na Sinagoga - A destruição do templo de Jerusalém, por ocasião do exílio, criou uma nova situação; o aparecimento das sinagogas. As sinagogas tiveram prosseguimento em Israel e nas terras da dispersão. Visto que a adoração sob a forma de sacrifícios só podia ter lugar em Jerusalém, foi mister a criação de uma nova forma de adoração, nas sinagogas (Mt 4.33; Mc 3.1; Lc 4.38; Jo 18.20).

VI - A ADORAÇÃO NO CULTO DO NT

Os Evangelhos pressupõem as formas de adoração nativas ao judaísmo no começo do século I d. C. Isso significa que o templo continuava ocupando o lugar na adoração primitiva do NT (Jo 4.21). Zacarias pai de João Batista, era sacerdote, e a revelação divina lhe foi dada quando ele estava cumprindo o ritual do ministério no templo (Lc 1.5). José e Maria tiveram cuidado de observar a lei da circuncisão e a lei da purificação (Lc 2.21).

Quando Jesus criticava a adoração que se efetuava no templo, fazia-o contra os abusos daqueles que corrompiam e contaminavam essa adoração propriamente dita. Por isso, que ele expulsou do templo os cambistas e negociantes (Jo 2.17). A Igreja primitiva também tinha uma liturgia de adoração a Deus (At 2.38-47).

CONCLUSÃO

Assim como fez Neemias, cultuemos ao Senhor reverentemente. O culto a Deus não pode ser feito de qualquer maneira. Como sacerdotes de Cristo (1Pe 2.9) sejamos santos e irrepreensíveis em toda nossa maneira de viver. Que possamos estar sempre restaurando “os muros” da nossa vida e glorificarmos a Deus em tudo (Mt 5.16).

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Pentecostal. São Paulo: CPAD, 1995.

LOPES, Hernandes Dias. Avivamento urgente. Vitória: Vida, 1994.

______, Hernandes Dias. Neemias o líder que restaurou uma nação. São Paulo: Hagnos, 2006.

FRESTON, Paul. Neemias: um profissional a serviço do reino. São Paulo: ABU, 2003.

PACKER, J. I. Neemias paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

RENOVATO, Elinaldo. Neemias integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

As ordenanças da Igreja

O BATISMO

O cristianismo neotestamentário não é uma religião de ritos, e sim um relacionamento íntimo entre o ser humano e Deus, ou seja, o contato direto que o Criador mantém com sua criatura, através do Espírito Santo. Portanto, não estabelece um sistema rígido de culto, mas proporciona-lhe um espaço amplo, que é a Igreja, dentro da qual ele possa render culto a Deus.

Há, porém, duas cerimônias que são essenciais, já que foram devidamente ordenadas: o batismo e a Santa Ceia. Em virtude de seu caráter sagrado, estas cerimônias são descritas às vezes como sacramentos, ou seja, coisas sagradas. Também são chamadas ordenanças, porque são cerimônias ordenadas pelo Senhor Jesus Cristo.

A palavra "batizar", empregada na forma do batismo, significa literalmente "submergir". Esta interpretação está confirmada por estudiosos do idioma grego e historiadores eclesiásticos. O batismo por imersão está de acordo com o significado simbólico do batismo, ou seja, morte, sepultamento e ressurreição (Romanos 6:1-14).

Preparação dos candidatos

Só devem ser batizadas as pessoas que tiverem reconhecido seu pecado, tiverem se arrependido e aceitado Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. O ministro ensinará a estas pessoas as doutrinas cristãs, acompanhando o texto bíblico com um manual de doutrinas cristãs. Quando estiver convencido da conversão genuína destes candidatos, ele lhes instruirá sobre a necessidade do batismo em água. Aos que desejarem dar este importante passo, convém interrogá-los quanto às suas convicções cristãs, para evitar batizar os que não deram ainda provas de verdadeira conversão.

Antes da cerimônia, o ministro se reunirá com os candidatos aprovados a fim de prepará-los física e espiritualmente para o batismo, e assegurar deste modo a solenidade da cerimônia. Quanto ao físico, poderá mostrar aos candidatos como cruzar as mãos sobre o peito no momento antes da imersão na água. Quanto ao espiritual, poderá pedir-lhes que assumam o seguinte compromisso que ele lhes lera:

"Mediante o sofrimento expiatório do Senhor Jesus Cris­to, temos estabelecido um relacionamento com Deus, relaci­onamento que se chama novo pacto, segundo o qual recebe­mos o perdão dos pecados e a vida eterna.

"Esta cerimônia de batismo nos lembra nossas obrigações para com Deus e para com os demais. Portanto, aproveitare­mos a oportunidade para nos consagrar de novo e renovar nossas promessas. Nós nos comprometemos a trabalhar pelo progresso da igreja no conhecimento e santidade, para pro­mover sua espiritualidade e para nos mantermos firmes em seu culto, disciplina e doutrina.

"Como administradores do que Deus nos confiou, nós nos comprometemos a contribuir com alegria e regularmente para o sustento do ministério, para os gastos da igreja, para o auxí­lio dos pobres e a expansão do evangelho por todo o mundo.

"Quanto ao nosso lar, nós nos comprometemos a manter o culto doméstico e a oração em casa, a criar os nossos filhos no temor do Senhor, e a buscar a salvação dos nossos entes queridos e de nossos conhecidos.

"Em virtude de nosso chamado como crentes, e pelo amor as pessoas não-convertidas por quem Jesus Cristo também morreu, nós nos comprometemos a andar com prudência e discrição diante do mundo, evitando a pecaminosidade e o que é reprovável. Nós nos comprometemos a ser justos em nosso relacionamento com os demais, fiéis em nossos com­promissos, e exemplares em nossa conduta. Nós nos com­prometemos a evitar as murmurações, as fofocas e a ira, e a ser fervorosos em nossos esforços por expandir o reino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

"Em virtude de termos um só Senhor que nos une como irmãos em uma só fé, nós nos comprometemos a velar uns pelos outros em amor fraternal, a orar uns pelos outros, a nos ajudarmos em tempos de enfermidades e dificuldades, a ser­mos corteses em nossa maneira de falar, a não ofendermos por nada, e a estarmos sempre dispostos a procurar recon­ciliação segundo os ensinamentos de nosso Senhor.

A SANTA CEIA

O pastor deve anunciar com a devida antecedência o culto de Santa Ceia, exortar os crentes a atentarem para a preparação espiritual, e avisar aos não-convertidos acerca do perigo de tomá-la sem estarem devidamente preparados. É importante que os membros entendam que só deve ir à mesa do Senhor aquele que estiver com o coração limpo e sem pecado (1 Coríntios 11:27-32). Por isso todo o que desejar participar da Ceia do Senhor deve preparar o coração. O que tiver caído em pecado deve arrepender-se e procurar o perdão. Em caso de haver rancores e desgostos entre alguns dos membros, estes devem reconciliar-se antes de aproximarem-se da mesa do Senhor.

O pastor também deve anunciar que tanto ele como os demais obreiros estão dispostos a ajudar espiritualmente a quem lhes pedir. Depois da exortação, convém que todos se entreguem à oração e à meditação diante de Deus.

Geralmente a Santa Ceia é celebrada no término do culto do dia do Senhor, no primeiro domingo do mês, pela manhã ou à noite.

Não se deve apressar esta cerimônia. Ela é um ato solene e deve-se esperar que os participantes recebam ricas bênçãos da parte do Espírito Santo ao permanecerem em sua presença durante a cerimônia.

Devido ao fato de esta cerimônia ser estritamente de caráter espiritual e exclusivamente para os crentes, deve ser celebrada de preferência em um culto quando todos os irmãos estiverem reunidos, e não em um encontro comum de evangelização. Deste modo haverá maior liberdade para se entrar em íntima comunhão com o Senhor.

O pastor deve explicar antecipadamente a ordem do culto àqueles que o tiverem ajudando a repartir o pão e o vinho.

O convite para participar da Ceia deve ser extensivo a todos os presentes que forem membros em plena comunhão de alguma igreja evangélica.

domingo, 26 de junho de 2011

FICAR DE FORA ? - EU ESTAREI DENTRO DA ARCA




Você sabe por que Deus mandou o dilúvio
? Simplesmente por não aguentar as pessoas se comportarem com tanta libertinagem e falsidade num mundo tão violento. E hoje será que está diferente, como será o comportamento dentro das igrejas ?
Hoje nós vivemos num mundo de falsidades e hipocrisias, pessoas que se fazem valer de seus cargos dentro da igreja do Senhor que fazem o que querem e depois com a cara mais lavada do mundo sobe no púlpito para pregar, louvar a palavra de Deus. Achando eles que o nosso Deus que tudo ver e tudo sabe está de olhos fechados para tanta coisa nefasta que acontece dentro das igrejas hoje em dia.
Quero deixar claro o meu desapontamento com a atitude de certos líderes que são coniventes com essas atitudes simplesmente por questão de alguma forma eles estarem se dando bem em alguma coisa. Jesus não gosta de podridão principalmente dentro das igrejas. Vemos pessoas que se dizem cristãs e simplesmente são uma coisa dentro da igreja e outra fora da igreja, isso também quando se mostram até dentro da propria igreja ofendendo os irmãos e irmãs com suas atitudes e palavras, e mesmo assim continuam dirigindo cultos, ministrando palavras que com certeza NÃO são de Deus, louvando sei lá o quê.
Basta de podridão dentro da Igreja do Senhor.
Quero pregar a VERDADEIRA PALAVRA DE DEUS, pois eu sou LIVRE, não tenho que ficar me escondendo de ninguém falo a verdade quer goste ou NÃO.